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No final do século XIX chegaram ao Sul do Brasil imigrantes europeus, tradicionais criadores de ovelhas que trouxeram Collies para ajudar no trabalho nas novas terras. Com o decorrer dos anos, estes cães cruzaram com cães nativos da região, originando mestiços que realizavam o trabalho no campo com muita habilidade.
Na década de 1950, ocorreu uma importação de ovelhas merinos da Austrália — e com esses rebanhos vieram Border Collies, que posteriormente cruzaram com os mestiços de Collie que lá existiam.
Com a desvalorização do preço da lã, muitos criadores trocaram a criação de ovelhas por gado bovino, o que ocasionou uma divisão no tipo físico dos cães. Criadores de gado bovino preferem os cães mais próximos ao tipo Collie. Já os criadores de ovelha preferem o tipo Border Collie. Na região Sul, os trabalhadores rurais conseguem empregos nas estâncias de acordo com a qualidade da matilha que possuem, pois uma boa matilha trabalha nas invernadas, realizando o trabalho de vários homens.
Estes cães chamados ovelheiros são conhecidos há várias gerações nos pampas e charcos gaúchos. O processo de reconhecimento da raça Ovelheiro Gaúcho começou por meio de cruzamentos entre os dois tipos com o objetivo de se conseguir uma padronização.
Vários municípios do sul do país estão realizando estudos sobre a raça. A identificação dos cães é uma forma de evitar os cruzamentos consangüíneos. Outro fator que auxilia na identificação das linhas de sangue é que, em matilhas, só o macho dominante cruza, o que torna fácil identificar o macho padreador.
A CBKC começou a reconhecer a raça definitivamente em 22 de abril de 2000, quando foram aprovados os padrões. Atualmente, a identificação dos exemplares da raça se dá da seguinte maneira:
Nome do canil + nome do município + nome da fazenda + nome do cão
O Ovelheiro Gaúcho esteve restrito durante muitos anos à vida das fazendas do Sul do Brasil, onde atua junto aos trabalhadores. Mas ultimamente, com o reconhecimento do padrão da raça pela CBKC (Confederação Brasileira de Cinofilia), exemplares começam a ser criados em outras cidades, onde percorrem com facilidade as pistas de agility.
Acostumada à vida ao ar livre, a raça é corajosa, ativa e bastante rústica. Sempre disposto a agradar seu dono, o Ovelheiro Gaúcho é alegre e inteligente, características que farão com que esta raça definitivamente conquiste o território nacional.
A saúde
O Ovelheiro Gaúcho é um cão rústico e resistente. No entanto, ainda não foram feitos estudos sobre a sensibilidade à substância ivermectina, o que já está bem estudado na raça Collie, uma das ancestrais da raça
| RESUMO
DAS CARACTERÍSTICAS |
| Nacionalidade: |
Brasil |
| Classificação: |
Pastoreio |
| Porte: |
Médio |
| Altura
Máxima: |
65 cm |
| Altura
Mínima: |
50 cm |
| Peso
Máxima: |
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| Peso
Mínimo: |
|
| Cor: |
Todas |
| Temperamento: |
Balanceado |
| Treinabilidade: |
Fácil |
| Espaço
Necessário: |
Grande |
| Tempo
de Exercícios Diários: |
60 min. |
| Tamanho
do Pelo: |
Médio, macio |
| Frequencia
de Troca de Pelo: |
Pouca |
| Necessidade
de Tosa: |
Não |
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