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A origem do Dálmata é obscura e hipotética. Os primeiros testemunhos da existência desta raça são as pinturas italianas do século XVI. Mas o Dálmata provavelmente já existe há alguns milênios. Acredita-se que a raça seja original da Dalmácia, na região mediterrânea.
Numa obra datada de 1792, encontra-se a descrição e o desenho de um Dálmata seguido à legenda “Dálmata ou Cão de Coche”. De fato, o Dálmata fazia o acompanhamento de carruagens dos nobres europeus. A aparência bela, o porte e a elegância natural, a grande resistência para longas caminhadas faziam dele o cão perfeito para essa função.
No fim do século XIX o padrão da raça foi definido e a partir de 1890 passou a ser aceito definitivamente.
O Dálmata é um cão inteligente e muito brincalhão, sendo muito ativo. Ele possui uma energia que precisa ser gasta com longas caminhadas e brincadeiras a fim de que não se torne um cão destrutivo. É um cão dócil e leal, que tem seu dono como uma verdadeira luz.
Ao contrário do que muitas pessoas afirmam, o Dálmata não é um cão feroz. A agressividade não faz parte do seu temperamento. Apesar do porte médio, o Dálmata não é cão de guarda, apesar de possuir um extremo amor ao seu dono e de defendê-lo se achar necessário.
Os Dálmatas se tornaram mundialmente famosos por causa do longa-metragem Os 101 Dálmatas, de Walt Disney, que conta a aventura de um casal de Dálmatas para evitar que seus filhotes pintadinhos sejam utilizados para a confecção de um casaco de pele.
A criação
“Um sonho que pouco a pouco está se tornando realidade: ser uma grande criadora. É... pra mim e para poucos ‘dalmatamaníacos’, esses pintadinhos valem mais que ouro!
Sempre achei, desde pequena, que o Dálmata tinha uma beleza inigualável. Achava incrivelmente perfeita a disposição das pintas pelo corpo, dando a impressão de que tinha sido pintado à mão.
Passei, com o tempo, a notar que aqueles cães tão falados em filme só existiam na tela do cinema. Não é comum — aliás, é muito raro — vermos Dálmatas passeando com seus donos nas ruas.
Sendo praticamente uma médica veterinária (me formo em julho de 2000) posso categoricamente afirmar que é uma raça que possui problemas genéticos como qualquer outra raça canina, mas que por falta de informações consistentes e verídicas, está literalmente ‘em extinção’. Falam por aí muitos disparates infundados sobre o Dálmata.
Lembro quando contei para meu orientador de estágio a raça que tinha escolhido... Ele me olhou com aquela cara torta e disse: ‘Um Dálmata? Tanta raça e você escolhe logo essa!!!!’
Foi um grande desafio. E assim a primeira parte do meu sonho começava a se tornar realidade... Adquiri meu primeiro Dálmata, o Elvis, um exemplar preto e branco, em 1998. Quando o Elvis completou 50 dias notei algo diferente na sua urina. Era tipo um pó de giz. Elvis estava eliminando cristais de urato, que poderiam causar cálculos e outros distúrbios renais.
Na época, muitas pessoas a quem pedi ajuda recomendaram o sacrifício do meu Elvis: ‘Dálmata! Essa raça ainda existe! Sacrifica logo!’ Mas com uma dieta de baixo teor protéico, o Elvis tornou-se um Dálmata normal e sei que não sofrerá mais dos rins! Fiquei triste por ele ter desenvolvido este problema genético, mas não pretendo de forma alguma iniciar meu canil com um macho — apesar de deslumbrante e possuidor de um padrão perfeito da raça — portador de um distúrbio que me obriga a mantê-lo em dieta especial.
Há quatro meses mais uma parte do meu sonho se tornou realidade... adquiri o Alex Star Bond, um lindo exemplar fígado e branco, que tem uma excelente linhagem e não apresentou qualquer problema de saúde. Ele deve iniciar sua ‘vida’ nas pistas em março.
O criador, antes de tudo, deve conhecer a raça que cria e amá-la. Não quero fazer uma fábrica de Dálmatas, mas sim cães de excelente linhagem, o que significa certeza de uma saúde de ouro e felicidade para o dono e para o cão. Isso só depende de nós, devemos escolher nossos reprodutores nos melhores canis. E para isso tem que se gastar. Não há como adquirir o melhor exemplar por um baixo preço.
E para finalizar esta linda história... um detalhe engraçado: aquele orientador de estágio que criticou a minha escolha, hoje um grande amigo, propôs uma co-propriedade de uma cadela (Dálmata, é claro!) que traremos brevemente da Argentina...”
A saúde
A saúde do Dálmata é alvo de muitas especulações. Conheça as doenças que costumam acometer esta raça:
Displasia coxo-femural
É uma alteração física de caráter hereditário na articulação entre o fêmur e a bacia do cão, que causa problemas de locomoção, dor e incômodo ao animal.
Cálculos urinários
Resultados da alimentação muito rica em proteína animal. A causa definitiva é desconhecida. Este problema é genético. Deve-se retirar da esfera reprodutiva os exemplares que apresentam este distúrbio.
Atopia
É uma reação de sensibilidade a substâncias inaladas pelo animal, refletindo na sua pele.
| RESUMO
DAS CARACTERÍSTICAS |
| Nacionalidade: |
Iugoslávia |
| Classificação: |
Companhia |
| Porte: |
Grande |
| Altura
Máxima: |
61 cm |
| Altura
Mínima: |
55.9 cm |
| Peso
Máxima: |
29.5 Kg |
| Peso
Mínimo: |
22.7 Kg |
| Cor: |
branco/preto, marrom/ |
| Temperamento: |
Balanceado |
| Treinabilidade: |
Teimoso |
| Espaço
Necessário: |
Grande |
| Tempo
de Exercícios Diários: |
60 min |
| Tamanho
do Pelo: |
curto |
| Frequencia
de Troca de Pelo: |
Frequente |
| Necessidade
de Tosa: |
Não |
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