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A origem do Persa remonta ao século XVI, época das grandes navegações européias em direção ao Oriente. Com a intensa expoloração do comércio nesta região, começaram a chegar à Europa gatos de pêlo longo, provenientes da Turquia, e gatos mais encorpados, também de pêlo longo, vindos da antiga Pérsia (atual Irã). Estes dois gatos foram cruzados entre si e seus descendentes originaram o atual Persa. O Persa apareceu pela primeira vez em uma exposição especializada no ano de 1871, na Inglaterra, gerando um enorme interesse. Aquele gato parecia um brinquedo de pelúcia e tinha um comportamento completamente distinto dos felinos — um comportamento altamente dependente. Por causa disso, ainda hoje o Persa é o campeão de popularidade entre os gatos domésticos criados em todo o mundo.
O Persa é o mais popular dos gatos de estimação, fato que se explica pela extrema beleza da pelagem e por seu temperamento mais calmo. Isso ocorre também graças aos criadores e aos clubes de criação, que trabalham para que a raça continue ganhando adeptos em todo o mundo. Essas características vêm sendo desenvolvidas e aguçadas através de cruzamentos programados pelo homem desde o século XVI.
Esta raça chama atenção pela exuberância da sua pelagem, que pode apresentar até cem cores já reconhecidas pelos maiores clubes de criação do mundo. Para que esta pelagem se mantenha sempre bela, são necessários alguns cuidados básicos, como escovações pelo menos três vezes por semana. Na época da muda, a escovação deve ser diária.
A escovação mantém a pelagem limpa, sem bolos ou nós, e evita um outro problema muito comum entre gatos de pêlo longo: a ingestão de pêlos mortos durante a higienização natural (as lambidas). O acúmulo destes pêlos no estômago forma uma estrutura chamada pilobezoário, que é uma bola de pêlos mortos. Isso pode causar desde irritação da mucosa gástrica (gastrite) até úlceras e obstruções intestinais.
Outro cuidado que devemos tomar com os Persas é a limpeza dos olhos. Ela deve ser semanal e feita com soro fisiológico ou água filtrada e fervida.
Uma característica muito famosa do Persa, a cara achatada, encontra atualmente certa resistência dos criadores em termos de sua perpetuação. Foi comprovado que os exemplares com esta característica têm problemas respiratórios, secreção lacrimal intensa, conjuntivite, rinite alérgica e problemas locomotores devido à compressão do cérebro pela caixa craniana alterada.
Diz um ditado: “Deus criou o gato para que o homem pudesse acariciar o tigre.” No caso do Persa, podemos dizer que o homem criou o Persa para poder acariciar o gato! Isso não quer dizer que outras raças de gato não tolerem o contato com seres humanos. Mas o Persa tem esta característica marcante em seu temperamento.
Para quem cria em apartamento, o Persa reúne três pontos essenciais.
Rodrigo Silva Araújo, gatil The Alchemist.
“Crio Persas desde 1995. Sempre tive a idéia de tornar-me criador, quando em 1995, apareceu a oportunidade: tive que decidir entre cães ou gatos. Nesse momento procurei conhecer bem várias raças antes de começar e percebi que, para quem cria em apartamento, o Persa reunia três pontos essenciais que podem até ser encontrados em cães, mas nunca numa mesma raça de cães: tamanho compatível com um apartamento, um animal suficientemente independente para não enlouquecer meus vizinhos chorando enquanto eu estiver fora, porém apegado o suficiente para estarem por perto quando eu voltasse pra casa e facilidade de manejo em especial com a higiene.
Passei a criar Persas desde então e a partir de 1998 o fiz juntamente com Luíza Torres de Ramirez (uma grande amiga que os gatos me deram), presidente do Clube de Criadores de Gatos da Bahia (CCGB) e secretária da Confederação Nacional de Criadores de Gato (CNCG). Foi depois disso, com a proximidade de Luíza, que passei a integrar a diretoria do CCGB no cargo de secretário e também o cargo de diretor genealógico da CNCG. Foram muitas as lutas nesse período, mas também muitas vitórias.
Minha criação inicialmente triava os caminhos dos Colourpoints (ou Himalaias), recentemente, porém, adquiri o futuro padreador do gatil The Alchemist, Korban Lucky Sky of the Alchemist, um arlequim azul e branco irresistível, e graças a ele (e à influência de outro bom amigo que os gatos me deram, Miguel de Camilo Jr. do Gatil Korban/SP) meu gatil hoje segue os caminhos dos bicolores (em especial Vans).
Gostaria ainda de destacar um pouco do bom panorama de criação que temos em Salvador. Alguns bons nomes são: Ione Fraga – criadora de Himalaias (com ela continuo minha linhagem de Himalaias); Anderson Vianna e Luíza Ramirez – ambos criadores de Bicolores; Carolina Couto – Nossa criadora de Chinchilas e Shadeds e Zilda M. Magalhães – Exóticos.”
Cores/divisões/categorias reconhecidas: todas as cores e todas as divisões da categoria tradicional (Sólido, Tortie, Silver, Tabby e Partcolor). A TICA não reconhece como Persas gatos com as extremidades mais escuras pertencentes às categorias intermediária (inclui cores do Burmês e Tonquinês) e ponteada (inclui cores do Siamês e Himalaia).
Descrição geral
A cabeça deve ser redonda e muito maciça, com caixa craniana muito ampla e larga.
O rosto deve ser redondo, com expressão doce, com estrutura óssea absolutamente redonda. As mandíbulas devem ser fortes e poderosas, com bochechas cheias e proeminentes. A oclusão deve ser perfeita. O nariz pequeno deve ser quase tão largo quanto comprido, com um break bem definido entre os olhos. Os olhos devem ser grandes, redondos e colocados distantes um do outro; devem também ser expressivos, com a cor em conformidade com a cor da pelagem. Dá-se preferência às cores dos olhos mais ricas e profundas.
O pescoço curto deve acomodar adequadamente a cabeça massiva. As orelhas são bastante pequenas e devem estar colocadas baixas na cabeça, acompanhando o contorno redondo.
O peito deve ser profundo, igualmente maciço entre os ombros e as ancas com um abdomem curto e arredondado e costas retas.
A cauda deve ser curta e carregada em um ângulo mais baixo do que as costas, mas nunca curva ou arrastando no chão.
Vistas de frente, as pernas devem ser curtas e retas, perpendiculares à largura do peito, realçando a aparência robusta. Não devem jamais ter a aparência de pernas de Bulldog. Quando vistas de trás devem ser retas. Os pés devem ser redondos.
O gato deve ser firme ao toque sem no entanto ser gordo; de físico e temperamento equilibrados, gentil e afável no manuseio.
A aparência geral deve ser a de um gato bem equilibrado e balanceado, o conjunto dando a impressão de robustez e poder. A pelagem deve ser cheia de vida, longa em todo o corpo, inclusive na altura dos ombros. O colar deve ser imenso e continuar em uma profunda franja entre as patas dianteiras. Variações sazonais de pelagem devem ser consideradas.
| RESUMO
DAS CARACTERÍSTICAS |
| Nacionalidade: |
Antiga Pérsia |
| Classificação: |
Dependente |
| Porte: |
Médio/Grande |
| Temperamento: |
Apegado |
| Tamanho
do Pelo: |
Longo |
| Frequencia
de Troca de Pelo: |
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